terça-feira, 6 de setembro de 2016



Não o fim final, mas o fim começo.
Fim da minha participação nessas histórias e não delas....
Adorei buscá-las, adorei sabê-las, adorei contá-las !
O fio da meada está puxado, a espera de mais curiosos, mais capazes, mais obstinados .....









Foto minha, a partir do trabalho de Marilá Dardot, A Origem da Obra de Arte, parte da exposição permanente em Inhotim, MG, veja aqui.











terça-feira, 30 de agosto de 2016

CURIOSIDADES


A maior família nuclear: A família de Ernesto Capozzi e Agnesa Siggia, que tiveram 13 filhos !!!

O maior grupo de imigrantes da mesma família: A família Bunde de Koseeger (Kozia-Góra) para colônia Dona Francisca (Joinville). Vieram 3 irmãos (ou 2 irmãos e 1 primo ?), com as respectivas famílias nucleares e a mãe. Família da bisavó da minha mãe.

A família andarilha: A família Kamann, da Prússia Oriental, avós maternos de Willi Jablinski, que teve 7 filhos em 4 cidades diferentes.

A família com a história mais triste: A  família Gerber, alemães, família da avó da minha mãe.

Quem chegou primeiro ao Brasil: Apesar de terem vindo em navios diferentes, Johann Wilhelm Behringer e Raimund Jacobi chegaram no mesmo dia ao Brasil, dia 17 de maio de 1852, o primeiro veio com a família no navio Lorenz e o segundo no navio Catharina, veja aqui.

Quem chegou por último: Willi Jablinski, sozinho em 1920, meu avô paterno.

A mãe mais idosa:  Helene Gerber, brasileira, com 46 anos de idade, minha bisavó materna.

A mãe mais jovem: Sophie Bunde, alemã, foi mãe com 15 anos, minha penta-avó por lado materno.

O pai mais velho: Giuseppe Siggia, italiano, meu trisavô por parte de pai, foi pai aos 56 anos de idade.

O pai mais jovem: Louis Coste, francês, meu penta-avô por parte de mãe, foi pai com 18 anos.

Os mais longevos: Pertencem à família Robert, Zulmira Robert (viveu até os 93 anos) e Joseph Robert (até os 89)

Alguém voltou ? Sim, Giuseppe Siggia, avô de Luiza Jablinski, voltou para Siculiana na Itália, onde faleceu em 1910.

Quem fez a viagem transatlântica mais demorada ? A família Rühee, da minha avó materna, que demorou 84 dias para atravessar o Atlântico num veleiro em 1864.

Quem fez a mais curta ? Willi Jablinski que saiu de Amsterdan e chegou em 19 dias ao Rio de Janeiro em 1920.

O sobrenome que mais mudou aqui no Brasil: chegou Rühee, virou Rühe, Rüher, Rühr, Riher, Ria ...




Na foto: Behringer em Ibirama-SC final séc. XIX; Estela Ruher em Curitiba ~1920; Helena Gerber e Antônio Robert em Curitiba 1900; Albertina Bunde em Curitiba 1880; Antônio e Fernandes Robert em Curitiba 1915; Willi Jablinski em São Paulo 1923; Geraldo Robert com as irmãs Zinalda, Delphina e Zulmira em Curitiba ~1922; familia Capozzi na Móoca em São Paulo 7 de setembro de 1932.








terça-feira, 23 de agosto de 2016

HANS LANGSDORFF

Entre os guardados de meu avô paterno está um pequeno recorte do jornal "Deutsch Rio Zeitung" de 24 de dezembro de 1939, sobre o sr. Hans Langsdorff.


"Comandante Hans Langsdorff ? Presente !
por Matheus da Fontoura
A morte heróica do commandante de mar e guerra Hans Langsdorff veio por um fim na atoarda irresponsável e deshumana de certas agências telegraphicas e inqualificáveis escribas, despidos de ethica e idoneidade jornalísticas.
Aquelle homem que, ainda na vespera de seu gesto trágico em Montevidéo, pouco antes de se fazer novamente ao mar, afim de cumprir ordens que a disciplina não discute sorria às pessoas que o circumdavam com a estoica serenidade de um super-homem, ha de perdurar na memoria dos homens como um symbolo de honra e sacrifício, de espartanas virtudes que o nosso espirito rememora respeitosamente.
Com esse cavalleiro audaz da Nova Allemanha, salva-se, num gesto de suprema belleza moral, toda a esthetica das batalhas, que o triste e desesperador materialismo de nossa epocha parecia ter destruido para todo o sempe. O commandante Hans Langsdorff revive as paginas epicas  de outras éras. Redimiu com o seu gesto de heroe lendario a humanidade utilitarista, porque toda a sua vida de marinheiro, desde os dias já distantes da batalha de Jutlandia até aos da memoravel peleja naval de Punta de Este, lutou contra todos os inimigos visiveis e occultos, que eram e são os da sua grande patria estremecida.
Ao gesto theatral de afundar com o seu navio, o que satisfaria o sensacionalismo voraz da imprensa internacional, preferiu o commandante do "Graf von Spee" a alternativa, para elle infinitamente mais tantalica e angustiosa, de sobreviver, por algumas horas, ao seu bello navio, como elle mesmo o chamara  num adeus de melancolicos prenuncios. E mais tarde, só depois de vêr seus marinheiros salvos, sem vã espetaculosidade, na solidão da noite alta, em uma cella de soldado no Arsenal de Buenos Aires, tendo por leito a bandeira de sua pátria querida, que se ia tingir com o seu sangue generoso, evadia-se da terra, voluntariamente, morrendo como sabem morrer os marinheiros da Allemanha. Escrevia assim, uma das mais commovedoras páginas entre todas as que se conhecem na historia das batalhas navaes.
À maliciosa astucia dos homens, fazendo malabarismos com a interpretação das leis de direito internacional, antepoz o heroe da batalha naval na embocadura do Prata o protesto eloquente de chammas e explosões, que irão repercurtir fatalmente na consciencia dos homens.
A orbita luminosa de sua existencia, a parabola por ella descripta no tempo e no espaço, aquella apotheose da sua nave submergindo lentamente em fogo e estampidos, levantavam-lhe o pedestal da immortalidade.
Hans Langsdorff cahiu, morreu de sua propria mão, com o silenciosso estoicismo dos heroes lendarios.
Commandante da Marinha do Reich, Hans Langsdorff ? - Presente !"
                      
O encouraçado alemão Graf Spee, com mais de 1.000 tripulantes, no início da 2ª Guerra estava em águas do Atlântico sul, bombardeando navios e cargueiros inimigos. Bombardeado por navios ingleses atracou no porto de Montevideo, de onde teve que partir dias depois. O capitão Langsdorff partiu com apenas 40 homens, os demais partiram via rio da Prata para Buenos Aires. O Graf Spee afundou próximo ao porto de Montevidéo, abatido por navios ingleses. O capitão e demais marinheiros seguiram também para Buenos Aires. Na capital argentina, depois de cuidar da hospitalização, sepultamento  e encaminhamento de sua tripulação o capitão Hans Langsdorff se suicidou, causando grande abalo na população portenha. No entanto, na Alemanha de Hitler foi considerado um covarde, o comandante havia abandonado seu navio.

Para saber mais sobre o  Graf Spee, clique aqui. A National Geographic (Nat geo) produziu um ótimo documentário sobre o episódio, chamado "Hitler: lost battle". Abaixo outro pequeno filme sobre o caso, do Discovery Channel.



O sepultamento de Hans Langsdorff causou verdadeira comoção em Buenos Aires.


Hans Langsdorff está sepultado no cemitério de La Chacarita de Buenos Aires e  partes do encouraçado "Graf Spee" estão disponíveis para visitação no Museo Naval de Montevideo.


Alguns jornais publicados em língua alemã no Brasil estão disponíveis online na Hemeroteca da Unesp, veja aqui.









terça-feira, 16 de agosto de 2016

ATUALIZAÇÃO - FAMÍLIA JACOBI

Raimund Jacobi nasceu e viveu em Böhlen, Turíngia, até 1852, quando emigrou para o Brasil. Como já vimos ele veio com seu tio Friedrich Bratfisch, veja aqui.

Na Wikipedia alemã encontra-se um artigo sobre a cidade de Böhlen. Nesse artigo encontramos algumas informações interessantes sobre a vila, seus moradores e sobre o trajeto que alguns deles fizeram quando imigraram para o Brasil.
"Situação dos tecelões e emigração 
Em 1800, deveria haver um tear em quase todas as outras casas na aldeia."  

 A foto acima, "O tecelão" é daqui.
"Em torno de 1850 os tecelões sofreram  um golpe dos mais pesados. Devido à invenção de máquinas de tecelagem e à industrialização, os tecelões já não eram competitivos. Todas as famílias que viviam da tecelagem sofreram grande angústia (empobreceram). Muitos chegavam a ir a Konigsee (cerca de 15 km.) mendigar.  
Um dos  livros da igreja de Herschdorf (6 km.) traz o relato de duas crianças de Böhlen que morreram de frio no caminho de casa em Dröbischau . 
A situação precária dos tecelões os levou a furtos e roubos. Em 1848 foi criada pelos cidadãos do local a polícia voluntária. Em 1850, um caçador böhlener foi baleado por um engenheiro florestal de Gehren. 
O ano de 1850 testemunhou o auge do sofrimento dos tecelões de Böhlen . Um cidadão rico apresentou uma proposta para estimular as famílias pobres a emigrar. Ele chegou a disponibilizar 300 talers para isso. Os tecelões pobres foram recrutados para emigrar e ​​todos os custos da emigração foram reembolsados. Em geral, o custo dos 155 emigrados chegou a 1200 talers."  (*)

Foto daqui, do filme Die andere Heimat  (A outra Patria), mais sobre o filme aqui.
"O trajeto de Böhlen para Hamburgo, no dia 08 de março (de 1852) : 
às 07:00 hs. começa a viagem em Böhlen, com 4 parelhas para Möhrenbach (10 km.) 
às 08:30 hs. em  Möhrenbach - briga  
Em Möhrenbach as crianças restantes tomaram uma carroça para Gehren (3 km.) 
de Gehren  para Stadtilm (19 km.) - almoço Schweinefleisch Wurst ( lingüiça de porco ) 
Em Stadtilm as cenouras do Bacher cocheiro são lançadas no (rio) Ilm (?) 
novas parelhas em Stadtilm 
no distrito de Tannroda (17 km.), todos os bares cheios de curiosos 
de Weimar (17 km.) partem de trem para Hamburgo (mais 400 km.)"

Total: cerca de 466 k.

O mapa abaixo é daqui, em azul o rio Ilm, sublinhadas em vermelho as cidades citadas na Wikipedia, que fazem parte do trajeto de Raimund Jacobi e companheiros desde Böhlen até Hamburgo.


Mapa animado com a expansão das linhas férreas na Alemanha, clique aqui.
Estradas em Tuhringen 1848, clique aqui.

(*) Quanto aos gastos com a migração, é interessante observar que aqui lemos sobre o pagamento das dívidas dos imigrantes referente às passagens, estadia e gêneros, conforme citado nos Relatórios Provinciais de 1858, 1860 e 1861. Talvez a despesa desse rico cidadão de Böhlen refira-se ao percurso Böhlen-Hamburgo já que o restante da viagem foi custeada pelos próprios migrantes.

Raimund e seus companheiros de viagem embarcaram dia 11 de março de 1852 no porto de Hamburgo chegaram ao Brasil dia 17 de maio, 67 dias depois, veja aqui. Ele veio em busca de melhores condições de vida e em busca de terras !!

AINDA SOBRE O LOTE DE RAIMUND JACOBI EM SANTA CATARINA ....

Arbritagem de valor do lote de Raimund Jacobi, publicado no jornal "A República" de Desterro, dia 13 de setembro de 1883. Os requerimentos foram despachados e mandados publicar pelo governo da Província em 10 de setembro.


Convocação para receber o título definitivo de propriedade do lote pertencente a Raimund Jacobi, publicado no jornal "A República" de Florianópolis-SC, dia 28 de junho de 1895.  Despachado e mandado publicar pelo governo de Estado, na "Administração do cidadão engenheiro Hercílio Pedro da Luz, exepediente do dia 15":



Para ver o título de propriedade e saber mais sobre o lote de Raimund, clique aqui e aqui.







terça-feira, 9 de agosto de 2016

ATUALIZAÇÃO - FAMÍLIA ROBERT


Fatos diversos sobre a construção da Estrada de Ferro do Paraná, trecho Paranaguá-Curitiba. A construção da estrada começou em 1880 e foi concluída em 1885. Jacques Robert (meu trisavô) e alguns membros de sua família, provavelmente, trabalharam na abertura do segundo trecho (na serra).
Sobre o trabalho de Jacques na ferrovia, leia aqui e aqui.
Mapa abaixo, do segundo trecho, na serra, daqui.



PROCURANDO EMPREITEIROS:
"A maior parte das obras foi realizada sob o sistema de empreitada, sob diversos arranjos com a empresa ferroviária ou com o empreiteiro principal. Havia empreiteiros grandes e pequenos, com alto volume de recursos ou com recursos escassos. As tarefas variavam desde a derrubada da mata, a preparação do terreno e do leito da estrada até a construção de pontes e viadutos." (Lamounier,pg. 266)


Jornal Dezenove de Dezembro, edição de 9 de junho de 1880, para ler na integra clique aqui.



COMPRANDO MATERIAIS: ... e pagando alguma coisa a mais ou a menos, ver o segundo recorte

O Paranaense, ed. 7 de agosto 1881

Noticiador, ed. 18 de maio 1882


CONTRATANDO TRABALHADORESQuem eram esses trabalhadores ?

"A suposição frequente de que o trabalho nas ferrovias se identifica com trabalho livre baseia-se em legislações aprovadas na primeira metade do séc. XIX referendadas posteriormente nos termos de concessões, que proibiam o emprego do trabalho escravo pelas empresas ferroviárias." (Lamounier, pg.47)
"Em seu último quartel (do séc. XIX), os planos e as políticas implementados no país buscavam promover a transformação das relações de trabalho tendo como base contratos de serviços e legislações repressivas, independentemente de os trabalhadores serem brasileiros, imigrantes  ou ex-escravos." (Lamounier,pg. 49)
Gazeta Paranense, 1882, ed. 182

Além dos trabalhadores locais, contratava-se trabalhadores de fora, brasileiros de outros estados ou estrangeiros.

Dezenove de Dezembro, 1885, ed. 92

O anúncio abaixo é posterior à construção do trecho Paranaguá-Curitiba (1880-1885), refere-se à construção de outro trecho ferroviário.  Repare como a busca por trabalhadores se dá em diferentes idiomas, o anúncio é direcionado também ao imigrante.

A República, Ctba,  13 set 1890



O ANDAMENTO DA OBRAS:

Trabalhos executados na estrada de ferro, referente ao primeiro semestre de 1882. Para ver na integra, clique aqui.

Gazeta Paranaense, 1882, ed. 216


A VIDA NO ACAMPAMENTO:

" ... a natureza do trabalho na construção criava mesmo uma atmosfera muito peculiar ... De um lado havia grande mobilidade, dada a necessidade de mudança de acordo com o andamento do trabalho, de outro, grande isolamento, pois viviam longe das cidades, separados da família e dos amigos, normalmente em regiões distantes, na fronteira. Trabalhando em grupos, vivendo juntos em acampamentos ao longo da linha, dividindo ansiedades, perigos, doenças, tudo isso ajudava a criar laços especiais, sobretudo diante das precárias condições de trabalho. A natureza e a severidade do trabalho (especialmente a escavação, a construção túneis e de pontes), assim como as diferenças étnicas e a pobreza geravam atritos dentro do grupo, o que pode ser provado pela preocupação constante de empreiteiros e engenheiros com a segurança nos acampamentos, a presença da polícia nos locais de trabalho atesta conflitos e situações de potencial violência em que os trabalhos de construção se realizavam." (Lamounier, pg. 122)
Abaixo, fotografia do acampamento de trabalhadores durante a construção da Estrada de Ferro São Paulo, 1865, trecho Santos-S.Paulo. Provavelmente, os acampamentos dos trabalhadores da contrução da ferrovia Paranaguá-Curitiba eram similares.

do álbum Vistas da Estrada de Ferro de S.Paulo, 1865, aqui


Noticiador, 21 de maio de 1882

Dezenove de Dezembro, 1884, ed. 252

"Trabalho duro e pesado, baixos salários que nem sempre eram pagos em dia, doenças infecciosas, precárias condições de moradia e alimentação nos acampamentos, obrigação de comprar por altos preços víveres nos armazéns das  ferrovias, inúmeras violências praticadas por feitores e vigias e fugas contínuas, ainda nos dias de hoje, a caracterizar a construção de grandes obras, como barragens, hidrelétricas e ferrovias no país." (Lamounier, pg. 264) 


A SAÚDE DOS TRABALHADORES:

" ... até em regiões serranas (referindo-se à construção ferrovia Antonina-Curitiba), contrariamente ao que se poderia esperar, diversas doenças "grassavam ali de foma espantosa, bastando dizer que para manter 3.400 homens em serviço foi necessário contratar 9.000, é que em certa ocasião estavam  nos hospitais, montados pelo empreiteiro, 5.800 homens"". (Lamounier, pg.259)

Gazeta Paranaense, 1882, ed 234

Sobre a visita do Presidente da Província (cargo correspondente a Governador de Estado) Carlos de Carvalho :

Dezenove de Dezembro, 1882, ed. 28

MUITO interessante, os trabalhadores pagavam ao empreiteiro pela assistência médica e o valor não era repassado integralmente à companhia ...

Dezenove de Dezembro, 1885, ed. 205


Gazeta Paranaense, 1882, ed. 216


As citações são do livro de Lamounier, Maria Lúcia - Ferrovias e Mercado de Trabalho no Brasil do Séc. XIX, São Paulo ; Edusp, 2012.

Os notícias de jornal estão disponíveis na  Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.








terça-feira, 2 de agosto de 2016

JABLINSKI NO KREIS MOHRUNGEN

desculpem-me pelo textão e pela quantidade de informações ....


Até onde foi possível realizar a pesquisa genealógica, a  família Jablinski tem origem no kreis Mohrungen, na Prússia Oriental. No registro civil de casamento dos pais de Willi Jablinski (meu avô), lemos que Heinrich Jablinski, o noivo, era nascido em Kerpen, no ano de 1853, filho de Gottfried e Maria geb. Marschall.

Heinrich e Bertha casaram no civil em Thorn (Tórun) em setembro de 1884, veja aqui, ano 1884, Registros de Casamento (Rejestry małżeństw) fls. 149 e 150.



<<<<<<<     >>>>>>

KERPEN:

Kerpen era uma pequena cidade, com 138 habitantes em 1829 e 118 em 1885, próxima ao lago Geserich (Jeziorak), atualmente Karpowo na Polônia.

Kerpen possuía uma sede e mais duas vilas (aldeias), Gablauken e Ulpitten. Veja no mapa abaixo. Tão pequenas vilas que a população luterana congregava  na igreja de Schnellwalde.


A  igreja de Schnellwalde foi construída no final do séc. XIV e sofreu alterações, ampliações, etc.. nos séculos seguintes. Mais sobre a igreja, clique aqui. Outras fotos aqui. Provavelmente foi nessa igreja que nosso bisavô Heinrich, foi batizado e que nossos trisavós, os pais de Heinrich casaram .....




A primeira foto da igreja é daqui e a segunda do Panoramio, daqui.
Um bike tour pela região de Schnellwalde, leia aqui.



LINDÍSSIMAS fotos da região, veja aqui.  Vale a pena <3 <3 <3


<<<<<<     >>>>>>>

SOBRE A PESQUISA GENEALÓGICA EM LIVROS RELIGIOSOS E CIVIS DE KERPEN  :

Na Alemanha (ou Prússia) os registros civis começaram a ser feitos a partir de 1874, os registros civis de Kerpen eram feitos no cartório de Schnellwalde, mas tais documentos estão perdidos, veja aqui.

Para dados anteriores a 1874 (ou mesmo posteriores) existe a possibilidade da pesquisa em livros religiosos. A maioria dos habitantes de Kerpen era de fé luterana e frequentava a igreja na vizinha Schnellwalde, atualmente Boreczno.

As informações disponíveis sobre esses registros religiosos dão conta de que existem duplicatas (os pastores eram obrigados a fazer cópias dos assentamentos de batismos, casamentos, ...) no acervo do sr. Grigoleit, veja aqui. Alguns livros do acervo Grigoleit estariam no Prussian Archive Konigsberg (a confirmar), não sei se os livros de Schnellwalde também ... Leia aqui.

Alguns livros (não documentos de batizados, casamento ou óbito) da igreja luterana de Schnellwalde estão disponíveis online. São livros escolares, atas de reuniões, contabilidade, recenseamentos, etc ... A partir deles, no que me foi possível, consegui levantar dados interessantes. Estes documentos estão online no site do Arquivo de Olsztyn, veja aqui.

Na Lista de Almas da Paróquia de Schnellwalde 1843-1859, aparece a família de Heinrich Jablinski: pai, mãe e irmã.

Em Kerpen ano1856, aparece a família Jablinski: Gottfried Instmann 31 anos, Marie geb. Marschall ehefrau 25 anos, Wilhelmine tochter e Heinrich sohn, e mais uma pessoa com 72 anos de idade nascida perto de 1784, Anorte Marschall, Schwiegermutter, sogra (pg. 242/300).


No mesmo livro em 1859, em Kerpen, aparece Gottfried Jablinski. Apesar da dificuldade de leitura, parecem ter sido recenseados 2 adultos e 3 crianças, mais um irmão para Heinrich (pg.289/300).

Realmente há que se pensar na possibilidade de Heinrich Jablinski ter mais irmãos além de Wilhelmine (a primogênita).  
Em primeiro lugar, existem três homens de sobrenome Jablinski na listagem dos soldados mortos e feridos durante a IGG, nativos de Gablauken, kreis Mohrungen. Quase certo sejam aparentados com Henrich e Willi Jablinski (meu avô). São eles: Rudolf Jablinski nascido em 18.5.1894, Friedrich Jablinski nascido em 28.4.1896 e Hermann Jablinski. Para realizar essa pesquisa, clique aqui
Abaixo, Gablauken 1910-1920, foto daqui.

Em segundo lugar, a irmã de Willi, Meta Jablinski, foi sepultada com Hennig Jablinski, pessoa ainda desconhecida da família de Willi e Meta. Provavelmente Hennig é irmão ou sobrinho de Heinrich Jablinski.

Assim: Gottfried Jablinski nascido perto de 1825
             Marie Jablinski geb. Marschall nascida perto de 1829
             casados antes de 1850
             Wilhelmine Jablinski nascida perto de 1850
             Heinrich Jablinski nascido em 1853
             outros filhos nascidos após 1854 ....


<<<<<<   >>>>>>>

OS PRIMEIROS JABLINSKI'S EM KERPEN :

Nesse mesmo livro, Lista de Almas da Paróquia de Schnellwalde 1843-1859,  como residentes em Kerpen ano 1845, Maria Gablinski (Jablinski) dienstmaedchen, empregada,  17 anos, nascida perto de 1828 (pg. 112/300).


Residentes em Ulpitten ano 1845, Gottfried Jablinski (sem a especificação da idade, mas provavelmente o Gottfried pai de Heinrich), junto com a família Marschall (pg. 114/300)


Ainda no recenseamento do ano de 1845, aparecem como residentes em Albrechtswalde (pg. 149/300).


66 Gottfried Jablinski schuhmacher sapateiro, com 28 anos nascido perto de 1817 (não é o avô de Willi),
67 Charlotte Krause, einwohner (o mesmo que Instmann) ehefrau, 25 anos nascida perto de 1820,
68 Charlotte Jablinski tochter 22 anos nascida perto de 1823 (??)
82 Charlotte Jablinski 27 anos nascida perto de 1818. Parece que Charlotte era nome da moda !!!

No mesmo ano em Herrlichkeit aparece uma Christine Jablinski com 34 anos de idade, nascida perto de 1811 (pg. 146/300).


Nesses recenseamentos, normalmente, as famílias eram agrupadas. No caso dos Jablinski's, entretanto, encontrei apenas nomes esparsos, não agrupados, em vilas diferentes, Kerpen, Ulpitten, Albrechtswalde, Herrlichkeit ....  Pode-se pensar em falecimento dos pais, trabalho eventual em casa ou propriedade de terceiros e família de outra localidade, entre outros.


<<<<<<     >>>>>>

A FAMILIA MARSCHALL (DE MARIE MARSCHALL, MÃE DE HEINRICH):

No recenseamento de 1845 Ulpitten, aparece uma família Marschall com Gottfried Jablinski como agregado (a imagem está acima). Nela aparecem Carl, Koelmer,  (nasc. perto de 1793), Caroline (nasc. 1816), David (nasc. 1822), Justine (nasc.1828) , Wilhelmine (nasc. 1832), Louise (nasc. 1838) , August (nasc. 1841). Em 1854 aparece a mesma família (sem Gottfried, agora casado), com mais duas crianças, Hermann (nasc.1845) , Rudolf (nasc. 1849) e um outro adulto Ephraim (nasc. 1805). (Pg.191/300).

Pessoalmente, penso que essa não era a família nuclear de Maria Jablinski geb. Marschall, já que ela não aparece na listagem anterior ao casamento. Talvez fossem tios e primos de Maria.



Para acessar esses documentos procure no site http://olsztyn.ap.gov.pl, o link para  Evangelish Kirche zu Schnellwalde (Kosciol Ewangelicki w Borecznie), Seelenlisten des Kirchspiels Schnellwalde (Lista de Almas), procure a página já citada entre parenteses.




Sites interessantes, além dos já citados:

Kreis Mohrungen, documentos civis e religiosos, http://olsztyn.ap.gov.pl

Prússia Oriental, documentos civis e religiosos, http://allenstein.draschba.de

Prússia Oriental, mapas e fotos diversos, http://www.bildarchiv-ostpreussen.de


Obrigada sr. Lothar Wieser, do grupo imigraçãoalemã, pela leitura dos documentos e informações !!




















terça-feira, 19 de julho de 2016

A FAMÍLIA DE BERTHA KAMANN

O pai de Willi, Heinrich Jablinski, conforme consta no batismo da Meta Elizabeth é nascido em Mohrungen (Kerpen).

A mãe de Willi, Bertha Kamann é  nascida em Culmsee (atualmente Chelmza, Polonia), Westpreussen, ver no batismo de Meta, aqui. No FamilySearch aparece  Bertha Emilie Kamann nascida em 24 de agosto de 1861, batizada em 8 de setembro de 1861, veja aqui.

pai: Carl Ferdinand Kamann (padrinho da neta Meta ?) 
mãe: Amalie Dorothea Heise

O pai de Bertha, Carl Ferdinand, faleceu entre 1892 e 1899. Ele declarou o óbito de sua mulher Amalie em dez-1891 e no primeiro casamento da filho Natalie em 1899 consta que os pais do noivo eram infelizmente falecidos, "leider verstorben und zuletzt".

A mãe de Bertha, Amalie,  nasceu em meados de 1834 em Culm (atualmente Chelmno) e faleceu em 6 de dezembro de 1891 em Thorn, aos 57 anos, 6 meses e 25 dias de idade, aqui (fl.187-242). Abaixo, o anuncio do falecimento dela no jornal Thorner Press de 16 de dezembro de 1891.veja aqui.


Por ocasião do falecimento de Amalie, a família morava na Seglerstrasse 13, atualmente rua Zeglarska, ao fundo o rio Vístula, via Google StreetView.



Desse mesmo casal, constam, ainda, no FamilySearch os seguintes filhos (Bertha foi a primogenita):

Ida Amalie Kamann, nascida em 05 de março de 1863 e batizada dia 29 de março de 1863, Culmsee, Westpreussen, veja aqui

Emma Maria Kamman, nascida em 27 de fevereiro de 1865 e batizada dia 05 de março de 1865, Gollub Stadt, Westpreussen, veja aqui

Natalie Ottilie Kamann, nascida em 08 de outubro de 1866 e batizada dia  28 de outubro de 1866, Gollub Stadt, Westpreussen

(No site Ancestry.com, casamentos Berlim 1876-1920,  Natalie Ottilie Kamann aparece 3 vezes, a primeira casada com Carl Recke, depois com Karl Ernest Unger, por fim com Oswald Heinrich Kasten  -  3 casamentos consecutivos).



Acima, assinatura dos noivos e da testemunha Bertha Jablinski, minha bisavó e irmã da noiva, por ocasião do segundo casamento de Ottilie. A outra testemunha, Hugo Otto, é genro de Bertha, marido da sua filha mais velha Alma.

Alma Albertine, nascida em 29 de julho de 1868, veja aqui, no site www.westpreussen.de

Anna Emilie Kamann, nascida em 22 de maio de 1870 e batizada dia 06 de junho de 1870, Briesen, Kulm, Westpreusse, veja aqui

Carl Richard Kamann, nascido em 22 de abril de 1873 e batizado dia 08 de junho de 1873, Sankt Georg Evangelisch Kirch, Thorn, Westpreussen, veja aqui.

Richard casou em Hamburgo em março de 1905, com Frieda Emilie Marie Dittmers, veja aqui no site Ancestry.

Ernest Adolph Kamann, nascido em 07 de janeiro de 1875, batizado dia 14 de junho de 1875 e falecido no mesmo dia em 14 de junho de 1875,  Sankt Georg Evangelisch Kirch, Thorn, Westpreussen, veja aqui.

Família andarilha, 7 crianças nascidas em 4 cidades diferentes.

Sobre a Ordem dos Cavaleiros Teutônicos, leia aqui.