terça-feira, 28 de junho de 2016

OS IRMÃOS DE WILLI

Willi Heinrich Jablinski, meu avô, nascido em Thorn (atualmente Tórun, Polônia) em março de 1895, teve sete irmãos:

1. Walter Erik Jablinski

Nasceu dia 30 de outubro de 1885, em Thorn (Tórun), batizado dia
Foram seus padrinhos: August Berlikowski, Angelika (?),


2. Alma Frida Jablinski

Nascida em 06 de março de 1887 em Thorn (Tórun), batizada em 13 de abril de 1887, na Igreja de Thorn, foram seus padrinhos: o alfaiate Carl Tischke, o alfaiate August Kühn, Amália Kamman (sua avó), Anna Meikowska.


Alma casou duas vezes, a primeira com Hugo Hermann Otto, dia 15 de abril de 1911 em Berlim (Berlin XI, veja no site Ancestry.com, Casamentos Berlim 1876-1920), a segunda com Hellmut (a confirmar).

3. Meta Elizabeth Jablinski

Nasceu dia 30 de junho de 1889, foram seus padrinhos: Ferdinand Kamann (seu avô ?) 



Meta não casou. Ela e a irmã Alma costuravam para mulheres, eram modistas. Abaixo a lista de endereços de Berlim em 1916, daqui.


Perto de 1933 ela mudou de Berlim para a cidade de Hamburgo. Em 1934 visitou o irmão Willi no Rio de Janeiro. Na foto a sobrinha Ruth, a cunhada Luiza e Meta em primeiro plano.


Meta faleceu dia 30 de dezembro de 1968, aos 79 anos de idade.


4. Hedwig Marie Jablinski

Nasceu em 04 de agosto de 1891, batizada dia 24 de agosto de 1891, na Igreja, foram seus padrinhos: Carl Leppert, o alfaiate Clemens Brzezinski, Barbara Brzewski, Amanda Goede, Marie Schulz. Hedwig faleceu precocemente.



5. Helene Margareth Jablinski

Nascida em 23 de fevereiro de 1893, na cidade de Thorn (Tórun) ,batizada dia 14 de maio de 1893. Foram seus padrinhos: Carl Leppert, Hermann Dopslaff, Johann Wisolniewski, Paul Zigelski, Johann Tielster, Friedrike (?) e Marie Feldt.



Em 17 de julho de 1920, Helene casou em Berlim (Berlin IX) com Fritz Emil Walter, sendo padrinhos os irmãos Walter (34) e Kurt (22), ainda solteiros e morando na Sterlitzer Strasse. Veja no site Ancestry.com, Casamentos Berlim, 1876-1920. 

Helene teve dois filhos Inge e Heinz.

Acredito que o casal também trabalhava com alfaiataria.  Abaixo trecho de uma carta enviada ao Brasil em 1939, onde a irmâ de Willi, Meta, conta que Helene e o cunhado Fritz haviam feito um casaco e uma camisa para os sobrinhos brasileiros.




6. Kurt Richard Jablinski

Nascido em Thorn, dia 20 outubro 1897, veja aqui, pg.5-6. Na juventude participou da I Guerra Mundial, como meu avô. Assim como o pai, foi alfaiate por profissão. Kurt teve dois filhos, Alfred e Willi. Abaixo, com sua mulher na alfaiataria.



7. Arthur Heinrich Jablinski

Nasceu em Berlim, dia 17 de janeiro de 1901. Solteiro. Faleceu também em Berlim em 8 de outubro de 1975.



Com exceção de Arthur, todos os batismos foram realizados na Aldstadt Evangelisch Kirche de Thorn (Tórun), microfilme SUD 245562.





terça-feira, 21 de junho de 2016

MEU GROSSPAI WILLI

Depois de 1915 e já com 9 filhos, a família de Ernesto Capozza mudou para a cidade de São Paulo, onde nasceram outras tantas crianças. 

Dez anos depois (14.fev.1925) minha avó Luiza, uma das filhas de Ernesto,  casaria com o alemão Willi Jablinski.

Na página do Facebook da Embaixada da Alemanha - Brasília, no projeto Nós contamos a sua História, foi publicado um texto de minha autoria, sobre o meu avô Willi  (veja aqui), que segue abaixo, com correções:

"Sim, minha família é de origem alemã. Alemães de várias épocas e de vários lugares, alemães com histórias e vidas muito diferentes.  
Os mais antigos no Brasil foram Wilhelm Behringer e Raimund Jacobi, chegados em 1852 para trabalhar em fazendas de café no vale do Paraíba fluminense. Depois chegaram outros. Colonos em Dona Francisca (Carl Gerber chegado em 1859 e Christian Bunde em 1869) e em Blumenau (Hermann Rühee chegado em 1864). Por fim, o último, que chegou em 1920 no Rio de Janeiro, meu avô paterno, que me deu o nome e o lugar de nascimento. Tudo bem, eu confesso ... sou descendente de outros tantos italianos e franceses.
Meu avô Willi Jablinski era nascido em 1895 na cidade de Thorn na Prússia Oriental, atualmente Tórun na Polônia. De Thorn a família mudou para Berlim nos últimos anos do séc. XIX. (Quando Willi tinha no máximo 5 anos).
Ele participou da I Guerra Mundial, de março de 1915 a abril de 1918, no 88º Regimento de Infantaria de Mainz. Deu baixa poucos meses antes do final da guerra, ferido por um estilhaço de granada que o cegou num dos olhos."
A partir de informações da sua Caderneta Militar, Willi participou da guerra lutando em Riga e depois Romênia, em Sibiu, Persani, Brasov, Bran e Pitesti. Sobre a Romênia na IGG leia aqui e aqui.


"A guerra terminou em dezembro de 1918 e no dia 05 de maio de 1920 ele embarcava em Amsterdam no navio Gelria com destino ao Rio de Janeiro, dia 25 chegava ao seu destino. Trouxe na bagagem, entre outras coisas, o livro Verdun, o Album von Berlin e duas gravuras de Schubert e Beethoven, recordações da sua Berlim que sem saber, nunca mais veria."

A foto abaixo é daqui. Para saber mais sobre o vapor, leia aqui e aqui
"Todo o resto da família de Willi, irmãos e pais, ficou em Berlim, ele imigrou só, completamente só. Veio contratado pela Heydenreich Gebrüder para trabalhar na "Casa Allemã", loja que vendia tecidos, móveis, artigos de decoração, etc., localizada na rua da Carioca no centro do Rio de Janeiro. A empresa também possuia sedes em São Paulo, Santos, Campinas.   
 Por um período meu avô trabalhou na sede de São Paulo, onde conheceu minha avó Luiza, filha de imigrantes italianos. Casou, retornou para o Rio de Janeiro, fez família e no Brasil ficou."  
                  
 Oficina da "Casa Allemã" na rua Quirino de Andrade, em São Paulo. Na época a loja da "Casa Allemã" era na rua Direita. Como meu avô era marceneiro, acredito que trabalhava na oficina. Para saber mais sobre a Casa Allemã, leia aqui e aqui

Atualmente, onde era a  oficina da "Casa Allemã" está o edifício Brasilar, próximo ao Largo da Memória, no centro de São Paulo.




"No Rio de Janeiro, ele tinha sua própria marcenaria, uma pequena fábrica de móveis que sustentou a família por muito tempo, mesmo depois de sua morte. Inicialmente no Botafogo, depois em Copacabana, onde a família morava."

"Em 1943, no auge da II Guerra, meu avô faleceu vítima de um AVC, aos 48 anos de idade, meu pai tinha 15 anos."

"Eu pouco soube sobre a participação dele na I Guerra e menos ainda sobre a vida de seus familiares na Berlim da II Guerra. Só recentemente, com a transcrição e tradução de algumas cartas, antigos tesouros escondidos escritos em sütterlin, conheci um pouco mais sobre a vida, pensamentos e preocupações dessa família berlinense que, além de tudo, também foi dividida pelo muro. 
Meu avô deixou um casal de filhos, uma família que pouco a pouco cresce e se espalha: Rio de Janeiro, Ubatuba, São Paulo, Curitiba e Lima no Perú. Uma família que infelizmente não conheceu e para quem, certamente, contaria histórias emocionantes."

Grosspai: coisa da familia Mann, ver em Terra Mátria: a família de Thomas Mann e o Brasil, de Frido Mann e outros.