terça-feira, 30 de outubro de 2012

FAMILIA DE MARIA RÜHE (RÜHER)


Maria Rühe nasceu em 16 de julho de 1891 em Blumenau. Casou em 1914 em Curitiba-Pr com Gustavo Helbing. 


Fonte: www.familysearch.org, Brasil, Registro Civil, Curitiba, Portão, Matrimonios, 1914-1918. pp. 29/214 (parte)


Fotocópia de foto das irmãs Maria e Anna

Tenho apenas uma cópia tipo xerox dessa foto aí em cima, se você tiver o original, poderia escanear e me enviar ? Agradeço muito, aljcastelhano@gmail.com.

Algumas fotos de Maria Rüher aqui.

Fotos de prováveis integrantes da família Rüher, aqui. Aceito confirmação e qualquer contribuição !! :)

Após seu casamento o casal passou um período na região de São Bento do Sul-SC, onde nasceu a filha Clara em 25 de janeiro de 1916. Em 1936 na cidade de Curitiba, Clara casou com Constantino Tedesco. 


Clara e o marido Constantino Tedesco

Para saber mais sobre Clara Tedesco, conhecida parteira do bairro do Boqueirão de Curitiba, clique aqui e aqui.

A segunda filha do casal Maria e Gustavo, Paulina Helbing, nasceu na estrada Isabel, município de  Corupá-SC em 17 de fevereiro de 1918. Paulina casou com Daniel de Oliveira e morava em Guarapuava-PR.

Em Curitiba, Maria Rüher morava no Boqueirão nas proximidades da Rua Tenente Tito Teixeira de Castro. Sua casa tinha um grande terreno, com aves, cavalo e charrete, uma vaca e gansos que ficavam em bando pelas ruas da redondeza. 




Não eram educadinhos como esses, não ....


Na copa da casa , existia uma prateleira com vidros enfileirados cheios de cobras em formol, todas coletadas na região. A filha Clara morou nessa mesma casa com a família.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

FAMÍLIA DE RICHARD LUÍS RÜHE (RÜHER)


Data de nascimento: 24 de outubro de 1888
Nome: Richard Luis Rühe
Origem: Massaranduba
Nome do pai: Gustav Rühe
Nome da mãe: Thecla geb. Jacobi
Padrinhos: H. Ruseler, Maria Jacobi
Fonte: Arquivo de Blumenau

Casamento de Richard Luis e Ida, ano 1914
Noivo: Richard Luis Rühe, 
Residência: Hansa (atual Corupá-SC)
Pais: + Gustav Rühe e Tekla geb. Jakobi
Idade: 25 anos
Noiva: Ida Friedrike Jakobi
Residência: Hansa (atual Corupá-SC)
Pais: Albert Jakobi (irmão de Tekla Jakobi) e Otília geb. Baumgaertel
Idade: 20 anos
Fonte: Livro da Igreja Luterana de São Bento do Sul, Matrimônios, 1914, reg. n° 2 (microfilme 2244066 SUD). 

O casamento civil foi dia 24 de maio de 1913 em Jaraguá do Sul, veja aqui, onde ele declarou ser lavrador na estrada Isabel em Corupá.

Richard Luís e Ida tiveram pelo menos uma filha, Rosa, nascida em 20 de agosto de 1914 em Corupá e registrada em agosto de 1919, veja aqui.

Segundo anotações de minha mãe, Richard Luís teria tido três casamentos, o primeiro com a prima Ida Jacobi, o segundo com uma Klabunde (a confirmar) e o último com Maria Martins. 

Com Maria Candida Martins, Richard Luís Rüher casou dia 28 de novembro de 1950, em Corupá, Santa Catarina, veja aqui.

Richard teria falecido dia 24 de junho de 1957 (a confirmar).

Para saber como era a vida em Corupá no início do séc. XX, leia O Diário de uma Imigrante. O diário começa aqui e segue nas postagens posteriores.



Foto disponibilizada no grupo Facebook Antigamente em Hansa Humboldt, veja aqui.


Foto também disponibilizada no grupo Facebook Antigamente em Hansa Humboldt, veja aqui, escola alemã da estrada Isabel em Corupá nos primeiros anos do séc. XX.





terça-feira, 23 de outubro de 2012

FAMÍLIA DE WILHELM OTTO RÜHE (RÜHER)


Data de nascimento: 02 de fevereiro de 1887
Nome: Wilhelm Otto Rühe
Origem: Massaranduba
Nome do pai: Gustav Rühe
Nome da mãe: Thecla geb. Jacobi
Padrinhos: Wilhelm Jacobi, Bertha Wulf
Fonte: Arquivo de Blumenau

Em treze de dezembro de 1910 casou com Theresa Denk.



Fonte: www.familysearch.org, Brazil Civil Registration, São Bento do Sul, matrimônios 1907-1913, pp. 153-258 (parte)

Theresa faleceu aos 65 anos, já viúva, dia 26 de dezembro de 1958 em Píen (PR), veja aqui.

No seu Registro de Óbito constam 8 filhos: Otto, Adolfo, Alfredo, Clara, Tereza, Margarida, Paula e Cristina.




sexta-feira, 19 de outubro de 2012

FAMILIA DE HERMANN ALBERT RÜHE (DEPOIS RÜHER)


Nasceu dia 25 de dezembro de 1885, em Massaranduba, ainda Blumenau.

Data do nascimento: 25 de dezembro de 1885
Nome: Hermann Albert Rühe
Origem: Massaranduba
Nome do pai: Gustav Rühe
Nome da mãe: Thecla geb. Jacobi
Padrinhos: Albert Jacobi, Pauline Bilski
Fonte: Arquivo Público de Blumenau

Em 14 de julho de 1917, no lugar Fragozo, município de Piên-Pr, casou com Beatriz Cardoso.



Fonte: www.familysearch.org, Paraná, Piên, matrimônios, 1905-1919, pp. 204-242 (parte)

Hermann ou Germano Rüher faleceu em Rio Negrinho-SC (Salto Branco) no dia 19 de outubro de 1934 e deixou três filhos, Ida, Manoel e João Maria.

Em 1957, Manoel residia em Rio dos Bugres, veja aqui.



segunda-feira, 15 de outubro de 2012

PLANILHA - FAMÍLIA RÜHE (RÜHER)


Filhos de Gustav Richard Rühe (Rüher) e Marie Tekla Jacobi:
  • Hermann Albert, casado com Catharina Jacobi e Beatriz Cardoso, para saber mais clique aqui
  • Wilhelm Otto, casado com Theresa Denk, para saber mais clique aqui
  • Richard Luis, casado com Ida Jacobi, ? Klabunde e Maria Candida Martins, clique aqui
  • Maria, casada com Gustav Helbing, clique aqui
  • Emília, casada com Gumercindo de Oliveira Godoy, clique aqui
  • Helena, casada com Heinrich Gestmeier, clique aqui
  • Ricardo, solteiro, teria falecido vítima de um coice de cavalo
  • Arthur, solteiro
  • Anna, casada com Fernandes Robert, clique aqui
  • Teodoro, casado com Rosa Criminacio, clique aqui

sentadas: a partir da esquerda, Maria, Emília, Anna (Estela) e Helena

Mais fotos da família Rüher, clique aqui.
Ainda tenho dúvidas quanto a essas fotos aqui.
Aceito contribuição !




quarta-feira, 10 de outubro de 2012

OS COLONOS E OS HABITANTES DA FLORESTA

Quando os imigrantes alemães chegaram nas colônias do sul, o ambiente encontrado era totalmente selvagem. Flora e fauna completamente diversa da que estavam acostumados, exuberante floresta atlântica tropical, calor, umidade, doenças tropicais desconhecidas, animais selvagens de pequeno e grande porte, grupos indígenas vivendo por toda a região. 


Acervo Arquivo de Blumenau

Morar próximo à mata virgem significava o convívio com animais silvestres. O autor José F. Silva, em sua "História de Blumenau" conta que 
“... um fato inusitado e de dolorosas consequências, deu-se no povoamento, que se levantara em 1879, das linhas Itoupava e Massaranduba. Um colono, Cornélio Murphy, que se situara num dos primeiros lotes da região, ocupava um rancho de palmitos, cujas paredes estavam cheias de frestas. Uma onça, proveniente do mato próximo, acercou-se, cautelosamente do rancho e através de uma dessas frestas alcançou com a pata dianteira o colono que dormia a sono solto. Gravemente ferido, Murphy faleceu dois dias depois no hospital da Colônia, para onde foi transportado. Esse fato causou triste repercursão e surpresa em toda região. Onças e outra feras, havia-as inúmeras pelas redondezas. Nunca, porém, se ouvira dizer que elas chegassem assim tão perto do homem, a ponto de atacá-lo no próprio leito. A luta contra essa espécie de habitantes da floresta fora comum nos primeiros dias da colonização. Onças, jaguares, guaraxains, vinham buscar suas presas nos currais e galinheiros anexos às primitivas residências dos colonos, mas não havia, até então, acontecido caso semelhante ao de Murphy”.

Gustav Rühe e TeKla assim que casaram em 1884, foram morar na região de Massaranduba, conforme o registro de batismo de seus três primeiros filhos.

Se por um lado a proximidade com a floresta podia ser perigosa, por outro podia significar alimentos e uma fonte extra de renda.  A  caça  de "bicho do mato", paca, veado, porco do mato, anta, jacutinga, jacu, macuco que os Rühe vendiam em São Bento do Sul, depois de se mudarem para lá (1896) e  com os quais complementavam a alimentação também.

OS ÍNDIOS (os bugres)

Helena Rühe em seu depoimento, disse que na 
"... Estrada dos Bugres (em São Bento do Sul, nos primeiros anos do séc. XX), os bugres nunca fizeram nada para a família... foram buscar casca de araçá, cedo, ouviram o barulho de passos e as crianças fugiam para casa. Se esqueciam qualquer coisa fora, machado ou (ilegível), os bugres pegavam."


Início da estrada dos Bugres - S. Bentodo Sil - 2012

A questão indígena é bastante recorrente em vários livros e textos sobre a colonização na região sul do país. 




Abaixo um vídeo de 1928 feito por ocasião da passagem de Günther Plüschow pela região de colonização alemã no Brasil, Blumenau inclusive.




Bugreiros eram contratados para afugentar, prender ou matar os índios. Na foto o mais conhecido bugreiro de Blumenau, Martinho Bugreiro,  com sua tropa e vítimas, apenas mulheres e crianças.

Epa ... tinha um sujeito com dor de dente ali !!!


da revista Blumenau em Cadernos

Para saber mais sobre os índios nativos de Santa Catarina, ler a pequisa de Henry Henkels, disponível aqui.

Um caso ocorrido na colônia Dona Francisca em 1873, colonos e índios, leia aqui.

Reportagem de Carol Macário, do Diário Catarinense, aqui. Excelente !!!

Sobre os povos indígenas em SC e no Brasil, https://pib.socioambiental.org/pt/povo/kaingang









sexta-feira, 5 de outubro de 2012

EM SÃO BENTO DO SUL - BELA FESTA ! - parte 3

Apesar de Gustav e Tekla terem passado por Curitiba e Rio Negro antes de se instalarem em São Bento do Sul, os filhos mais novos foram batizados na Igreja Luterana apenas alguns anos após o falecimento dos dois. Assim, no dia 30 de junho de 1912, a igreja de São Bento do Sul recebeu cinco jovens, com idades entre 17 e 7 anos de idade, para dar o sacramento do batismo. Deve ter sido uma bela festa !!

"A imagem ..., repassada por Fabio Krawulski Nunes, foi publicada em um livro de 1901 da autoria do alemão Robert Gernhard e é a mais antiga foto conhecida da Igreja Luterana do centro de São Bento, que, como se vê, ainda não possuía torre." Grupo FB São Bento no passado.
Igreja Luterana de São Bento do Sul - prédio de 1891, a torre é posterior


SÃO BENTO DO SUL - BATISMOS - 1912  (pg. ~118)

Registro n° 2
Helena (nascida em Curitiba-PR)
nascida em 08 de dezembro de 1895
pais: + Rühe Gustav e +Thekla geb. Jakoby
residente em Bugrestrasse
testemunhas: (ilegível) Gusmann

Registro n°3
Richard (nascido em Rio Negro-PR)
nascido em 06 de julho de 1898
pais: +Rühe Gustav e +Thekla geb. Jakoby
residente em Bugrestrasse
testemunhas: Franz (ilegível)

Registro n° 4
Arthur (nascido em São Bento do Sul-SC, região urbana)
nascido em 17 de agosto de 1900
pais: +Rühe Gustav e +Thekla geb. Jakoby
residente em Bugrestrasse
testemunhas: Germano Rühe e (ilegível)

Registro n° 5
Anna (nascida em São Bento do Sul-SC, Bugrestrasse)
nascida em 04 de outubro de 1902
pais: +Rühe Gustav e +Thekla geb. Jakoby
residente em Bugrestrasse
testemunhas: (ilegível) Gusmann

Registro n° 6
Teodor (nascido em São Bento do Sul-SC, Bugrestrasse)
nascido em 28 de fevereiro de 1905
pais: +Rühe Gustav e +Thekla geb. Jakoby
residente em Bugrestrasse
testemunhas: em branco

Fonte: Livro da Igreja Luterana de São Bento do Sul-SC (microfilme 2244066 SUD)





A primeira foto é do grupo FB "São Bento no passaddo", as demais são do blog "São Bento do Sul em fotos".

De São Bento do Sul a família Rüher se dispersou. Em 1914 a filha Maria casou em Curitiba, as filhas Emília, Helena e Anna também se estabeleceram nessa cidade. Alguns dos filhos homens permaneceram em Santa Catarina, na própria São Bento, em  Lages (Otacílio Costa), em Rio Negrinho, em Corupá.


terça-feira, 2 de outubro de 2012

EM SÃO BENTO DO SUL - parte 2

O falecimento de Tekla e Gustav.

No final de fevereiro de 1905 nascia o último filho de Tekla. Para auxiliar no parto foi chamado um curandeiro que "esqueceu de fazer a limpeza" uterina no pós-parto, o que teria provocado uma infecção (infecção puerperal). Theodoro nasceu dia 22 de fevereiro de 1905 e Tekla faleceu 13 dias depois, no dia 7 de março de 1905, com 41 anos de idade, tendo sido sepultada no Cemitério da Estrada dos Bugres, em São Bento do Sul, Santa Catarina.




www.familysearch.org, Brazil Civil Registration, São Bento do Sul, livro 3, folha 138, registro 9, pp. 145/210.

Cemitério da Estrada dos Bugres

localizado no início da estrada dos Bugres

Quatro anos depois falecia seu marido Gustav Rühe.

Por não querer morrer em casa pediu para ser levado para Joinville e "para lá foi levado de carroça por Otto". O pequeno Arthur, que contava com apenas 9 anos acompanhou os dois. A ligação entre São Bento do Sul e Joinville era a estrada Dona Francisca (hoje parte da SC-301) e tem cerca de 75 km. De carroça quantos dias de viagem ?? Dois ? Três ? Para saber mais sobre essa estrada, clique aqui.

Estrada Dona Francisca km. 66
acervo do Arquivo de São Bento - sem data

Estrada Dona Framcisca, trecho, São Bento do Sul, 2012

Em Joinville, Gustav faleceu em uma casa no caminho do Iririu (atual rua Iririu). De quem seria essa residência ?? Provavelmente a casa da cunhada Laura, irmã de Tekla, veja aqui.

Gustav faleceu aos 49 anos de idade, vítima de um cancer de estomago.  Não esqueça que ele fabricava charutos, sendo provavelmente fumante, e a íntima relação entre esse cancer e o tabagismo. Deixou 10 filhos orfãos, o mais velho com 24 anos e o caçula com 4 anos, minha avó Anna tinha 7 anos. Foi sepultado no Cemitério Evangélico atualmente conhecido como Cemitério dos Imigrantes de Joinville, na atual rua XV de novembro, único no Brasil tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).



www.familysearch.org, Brazil Civil Registration, Joinville, livro 9, folha 121, reg. 335, pp. 125/206. 

"Aos vinte e trez de Dezembro de mil novecentos e nove nesta cidade de Joinville em meu cartório compareceu Arthur Rühee, residente em São Bento e exhibindo um attestado assignado pelo pastor Fritz Bühler declarou que hontem as quatro horas da tarde em um domicilio no caminho Iririu deste districto falleceu de um cancro de estomago, seu pae Gustavo Rühee, com cincoenta e dous annos de idade, natural de Allemanha, residia no dicto caminho, viúvo por fallecimento de Thekla nata Jacobi de cujo matrimonio deixou dez filhos e vai sepultar-se no Cemitério Evangélico desta cidade. Do que fiz este termo em que commigo assigna o pastor Fritz Bühler, a rogo do declarante. Eu, Waldomiro Onofre Rosa, escrivão, o escrevi. (ass) Waldomiro Onofre Rosa, Fritz Bühler pastor".

Cemitério dos Imigrantes - Joinville

no pé da colina,  rua XV de Novembro em Joinville